Dia Mundial do Meio Ambiente

Guarulhos tem motivos para comemorar o dia mundial do Meio Ambiente


Em comemoração ao dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no dia 5 de junho, acontecem diversas atividades pela cidade, como exposições, palestras, passeios e eventos gratuitos para a população até domingo (7/6). Além disso, a data também marca a inauguração dos pontos de Coleta Seletiva e a criação de uma guarda municipal ambiental.

Para o Diretor de Parques e Áreas de Lazer, Fábio Roberto de Morais Vieira, a questão ambiental hoje é necessária para a formação do cidadão, não é um modismo, é uma questão de necessidade. “Será muito difícil reverter o quadro que existe hoje, mas temos que conter os danos que causamos” afirma.

Além disso, o município possui aproximadamente 1/3 de seu território geográfico coberto com mata atlântica. “Por isso é importância conscientizar os moradores para as questões ambientais”, ressalta Vieira.

A semana do meio ambiente começou com as palestras do coordenador geral do programa Agenda Ambiental da Administração Pública, do Ministério do Meio Ambiente, Geraldo Vitor de Abreu e do pesquisador Carlos Nobre, reconhecido internacionalmente pelos seus estudos sobre os impactos climáticos causados pelo desmatamento, em seguida foram distribuídas 300 mudas de flores para o plantio na cidade.

Dentro da programação com mais de 40 atrações, feita pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, também acontecem alguns eventos durante todo o mês de junho. No Centro de Educação Ambiental (CEA) do parque Jardim City, acontece uma exposição fotográfica com obras do artista João Machado e imagens que mostram a memória da cidade de Guarulhos. Já no CEA do Bosque Maia está a exposição “Do lixo ao luxo, dengue nunca mais”, para a qual pneus, vidros e jornais foram transformados em objetos de utilidade.

Coleta Setetiva
Dentro da programação da semana, na quarta-feira (3), a prefeitura inaugurou seu sistema de coleta seletiva de lixo. Em nota a Secretaria Municipal de Meio Ambiente pretende estimular hábitos de sustentabilidade junto à população, como separar o lixo e destiná-lo à reciclagem.

Na primeira fase de implantação do projeto foram instalados apenas dois pontos de coleta: um na entrada principal do Bosque Maia e outro na entrada do Centro de Educação Ambiental Virgínia Ranali, que fica dentro do parque. “Os equipamentos já estão à disposição da população, que pode levar seu lixo reciclável para depositar nos novos coletores. Não é necessário separar o lixo por tipo. Basta juntar os materiais recicláveis para serem encaminhados para a central de triagem”, explica o Diretor de Parques da cidade.

Pesquisa sobre Biodiversidade
Na quinta-feira (5), aconteceu a divulgação dos resultados da pesquisa sobre a fauna da região. Neste estudo foram catalogaram 349 espécies, 75 a mais do que no último levantamento feito em 2007. O cruzamento destes dois relatórios permitiu a identificação de 30 animais ameaçados de extinção.

Este mapa da Biodiversidade vai contribuir para a implantação de novas unidades de conservação ambiental em Guarulhos e estimular a criação de parques ecológicos e de um corredor de proteção nas regiões Norte e Nordeste do município, onde se localiza a maior parte da vegetação.

Grupamento de Proteção Ambiental
O dia mundial do meio ambiente, que ocorreu na sexta-feira (5), foi repleto de atividades. Nos parques da cidade houveram trilhas ecológicas, mostra de filmes e oficinas educativas. No entanto, a data foi marcada pela formatura do primeiro Grupamento de Proteção Ambiental (GPA). “Este primeiro grupo, formado por 26 guardas municipais, tiveram um treinamento especifico nas questões ambientais para estarem preparados para qualquer situação”, comenta Vieira.
Com sede no parque do Jardim Adriana, próximo ao Sesi Cocaia, a principal atividade do GPA será fiscalizar áreas onde costumeiramente são descartados lixo e entulhos, principalmente nas proximidades de nascentes de rios e áreas de preservação ambiental, como a Serra da Cantareira.

Disque-denúncia
Para coibir o desmatamento, a invasão de áreas de preservação ou que moradores joguem entulho em locais indevidos, a prefeitura também está disponibilizando um serviço de atendimento 24 horas para munícipe, assim o cidadão também poderá contribuir para a preservação ambiental.

Fábio Vieira conta que o disque-denuncia é uma ferramenta muito importante para que o GPA possa autuar os infratores. “Se uma pessoa for pega cometendo um crime ambiental, ela pode ser encaminhada para a delegacia e sendo presa, como qualquer outra infração”, alerta.

No ano passado, os fiscais atenderam aproximadamente sete mil ligações. Dessas ligações, boa parte geraram resultados e mais de 800 autos de infração puderam ser aplicadas. Para fazer uma denuncia o cidadão pode ligar no telefone 0800-772-2006.

Paciência e Tolerância no trânsito

Este ano foi eleito o ano nacional para Educação no Trânsito
As mortes no trânsito não são apenas em função dos acidentes, muitas pessoas acabam sendo vítimas fatais em decorrência de brigas e discussões. Estes atos de violência no trânsito geralmente são decorrentes de motivos fúteis como discussões, manobras erradas, ultrapassagens indevidas (fechadas) e pequenas colisões.

Anualmente, aproximadamente 35 mil pessoas morrem no trânsito brasileiro, sem contar com as mortes não computadas, pelos levantamentos estatísticos do Sistema Nacional de Trânsito (SNT), referente à casos de violência e agressão no transito. “A morte em discussões no trânsito é apenas uma das pontas do iceberg da violência que rasga o casco desta grande nação brasileira”, comentou Carlos Alberto Ferreira dos Santos, membro do Conselho Nacional de Trânsito, durante o encontro realizado na semana nacional do Trânsito deste ano.


Por este motivo, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) elegeu 2009 como sendo o ano da EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO. Para poder aprimorar as discussões sobre a formação do caráter do condutor, a qual deve começar já no ensino fundamental e nos primeiros anos de vida da criança. “Realçar as qualidades e fazer com que a paciência e a tolerância sejam os condutores é nosso desafio da educação no trânsito”, explica Santos.

O Detran de São Paulo possui um programa de educação e orientação que tem a finalidade de educar as crianças do ensino fundamental de escolas municipais para as questões do transito. O "Clube do Bem-Te-Vi", como é chamado, foi desenvolvido pela Divisão de Educação de Trânsito do DETRAN/SP em 1990.

Dentro da sala de aula que o projeto é desenvolvido, por meio de palestras, com o devido acompanhamento dos professores e educadores. O objetivo é transmitir os princípios básicos de segurança no trânsito para os jovens, contribuindo para a formação de uma geração consciente e cidadã, seja utilizando as vias públicas como pedestres ou passageiros.

Ao final da instrução os estudantes recebem um material didático, com as principais orientações abordadas durante a instrução e questões para serem respondidas. Juntamente com essa cartilha, os alunos também recebem uma espécie de Carteira de Habilitação Mirim, para que possa mostrar que também é sócio do Clube do Bem-Te-Vi.

Desde seu surgimento, o Detran já atendeu cerca de 140 cidades, mais de 2.500 estabelecimentos de ensino, mais de um milhão de alunos e 30 mil professores.
Muitos alunos, depois do curso, passam a ser multiplicadores em suas casas. “Ao entrar no carro a criança, de imediato, põe o cinto de segurança e fica só observando se o motorista também irá fazer isso. Caso contrário, com um tom educado, ela questiona: - E o cinto? Sem alternativa, pois sabe que a criança está certa, o adulto em silêncio coloca o cinto”, comenta a professora Juliana Diradi.
Estes resultados se deve também aos educadores que desenvolvem nas crianças uma educação mais efetiva para o seu dia-a-dia, como esclarece o Professor de Psicologia da UFOP, Francisco Moura. “O que a escola ensina tem que ter uma utilidade prática para a inserção dos indivíduos na sociedade em que vivem: ela também ensina princípios de civilidade”, esclarece Moura. Na opinião do presidente do Contran e Diretor do Denatran, Alfredo Peres da Silva, “Os acidentes não precisam ocorrer e podem ser evitados”. Embora abrangente, o tema EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO possibilitará que os órgãos e entidades do SNT trabalhem no sentido de promover iniciativas focadas em valores como respeito, gentileza, cooperação, colaboração, tolerância e solidariedade, tão importantes para um trânsito seguro.
















Contra exemplo: Pateta no trânsito, assista: http://www.youtube.com/watch?gl=BR&v=RMZ3bsrtJZ0

SÃO PAULO SE EXPANDE


A movimentação da capital sob a ótica do Expansão São Paulo

Com aproximadamente 11 milhões de habitantes, São Paulo está entre as quatro cidades mais populosas do mundo. Nesta selva de pedras, os moradores tem que lutar para conseguir seu lugar ao sol. Por isso, o Jornal Expansão São Paulo está de olho nos principais acontecimentos da capital paulista. Confira alguns destaques da região:

Prefeitura amplia investimentos nas áreas sociais
Gilberto Kassab anunciou que fará um investimento complementar de R$ 410 milhões no Orçamento de 2009. Parte dessa verba é fruto do superávit obtido em 2008, cerca de R$ 366 milhões. O prefeito disse que o investimento será aplicado na área social, como Saúde, Educação, Transportes e Habitação, beneficiando as pessoas mais carentes.

Novas AMAs
Dos R$ 95 milhões que serão repassados à saúde, R$ 80 milhões serão alocados para a manutenção e implantação de novas AMAs (Assistência Médica Ambulatorial).

Novas escolas
Do total de R$ 31 milhões repassados à Educação, cerca de R$ 16 milhões serão aplicados na construção de novas escolas de ensino fundamental, com o objetivo de extinguir o terceiro turno diurno.

Infraestrutura e urbanização
Cerca de R$ 20 milhões serão repassados à Habitação. Essa verba será usada na urbanização de favelas e construção de unidades habitacionais de interesse social.
Para incrementar as inúmeras obras de combate a enchentes realizadas na cidade, a área de infraestrutura urbana receberá um repasse de R$ 19 milhões, mais R$ 21 milhões para a canalização de córregos.

Cultura, Esportes e Meio Ambiente
Manutenção e operação de equipamentos culturais, como bibliotecas e teatros, preservação do patrimônio histórico e o fomento à programação artística na cidade estão entre os projetos da Secretaria de Cultura, que receberá cerca de R$ 10 milhões. A Secretaria de Participação e Parceria terá uma verba de quase R$ 13 milhões para operação e manutenção dos Telecentros.
Áreas verdes, o plantio de novas árvores e a proteção das regiões de mananciais serão atendidos pelo repasse de aproximadamente R$ 25 milhões à Secretaria do Verde e Meio Ambiente.

Renovação da frota de ônibus
Com a decisão do prefeito de suplementar o orçamento das áreas sociais, a Secretaria Municipal de Transportes fará em maio um pagamento extra de R$ 25 milhões para a renovação da frota dos concessionários e permissionários do sistema de transporte coletivo de São Paulo.
De janeiro de 2005 até agora, 7.681 ônibus novos entraram em circulação. Desse total, 3.272 são adaptados para facilitar o acesso ao sistema de transporte para pessoas com problemas de mobilidade. Além do conforto e acessibilidade, os veículos novos também emitirão menos poluentes. Os novos ônibus diminuíram a emissão de monóxido de carbono em quase 50% e de material particulado em aproximadamente 80%, conforme taxas médias aferidas nos veículos.





CONVERSÃO DE VEÍCULOS PARA ÁLCOOL

Pensando apenas nos benefícios financeiros imediatos, o proprietário pode acabar comprometendo o desempenho e a segurança do seu veículo



Para quem possui veículos flex, na hora de abastecer, sempre surge a dúvida entre abastecer com gasolina que possui uma maior autonomia ou com álcool que é mais econômico. Neste momento, o segredo é olhar para o preço na bomba. Se o preço do combustível vegetal for, pelo menos, 30% inferior ao do derivado de petróleo é vantagem abastecer com o álcool. Isso porque o carro consome, em média, 38% a mais de combustível com álcool do que gasolina (32% na cidade e 46% a mais na estrada).

No entanto, com as contínuas reduções no preço do álcool, seja por incentivo do governo ou por qualidade na safra de cana-de-açúcar, as pessoas estão preferindo os veículos bicombustíveis. Desde a chegada do primeiro flex, já foram vendidos 7,2 milhões de veículos no país.

Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas de veículos 0km Flex já representam 87,2% dos carros vendidos. Só no ano passado foram comercializados 2,3 milhões de carros bicombustíveis.

Não foi só isso, a quantidade de motores a gasolina que estão sendo convertidos para álcool dobrou no último ano. Segundo a Associação Brasileira dos Reparadores Independentes de Veículos (Abrive), a quantidade saltou de 600 para 1,2 mil por mês.

Adaptação
O mecânico, Felipe Kassardjian, da TechRace Fuel Injection Systems, explica como é feito o processo de conversão. “É instalado um aparelho nos bicos injetores que controla a quantidade de combustível e oxigênio enviados para o carburador. Esta ‘sonda-lambda’ pode ser usada tanto em sistemas de injeção digital ou analógica e tem a função de remapear a injeção para o uso do álcool”, finaliza Kassardjian.

O funcionamento deste aparelho é baseado no aumento do tempo de abertura dos bicos injetores, para que o módulo coloque mais combustível, compensando a diferença da mistura. Em veículos flex o módulo realiza esses cálculos continuamente e os resultados são armazenados na memória e, mesmo com o aparelho desligado, as informações ficam guardadas. Assim o veículo consegue distinguir o combustível que está sendo utilizado.

Depois de convertido, o veículo precisa passar por uma vistoria no Detran, para certificar que as alterações feitas no automóvel não vão oferecer riscos à segurança do motorista e do trânsito. Para isso, é preciso dar entrada em um processo de alteração de combustível, junto com todas as notas fiscais de serviços e de peças utilizadas na conversão.

Por mais idônea que seja a oficina, emitindo nota fiscal para a regularização da documentação do veículo, ela não pode se responsabilizar por futuros problemas com o carro. A oficina concede apenas a garantia do aparelho instalado por ela.

Contrapartidas
O estudante Sergio Manoel se arrependeu da instalação do módulo que faz a mudança no fluxo de combustível. “Na minha opinião, isso é enganação, pois vai reduzir a vida útil do seu motor em até 80%, isso se você cuidar bem dele. Acredite, não vale a pena”, reclama Manoel.
Por ser, relativamente, recente esse tipo de adaptação, os carros não estão preparados para receber os dois tipos de combustíveis. Apenas os veículos mais novos possuem pistões, mangueiras, bronzina e bicos injetores adaptados para isso. O Diretor do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios de São Paulo (Sindirepa-SP), Antonio Gaspar de Oliveira, também é contra esse tipo de modificação. “As pessoas que fazem essas alterações pensando apenas na economia e não pensam que peças como o filtro e a bomba de combustível terão uma vida útil menor”, afirma.


Gaspar também explica que o álcool precisa de uma taxa de compressão maior do que a gasolina, reduzindo seu desempenho e causando danos ao meio-ambiente. “Depois de convertido o veículo polui mais, porque a queima não completa do carburador sai pelo escapamento para o meio ambiente”.


Testes do Inmetro de São Paulo comprovam que os veículos convertidos para flex emitem mais poluentes do que o convencional e que não estariam aptos para a inspeção ambiental veicular do município.


Pequenas atitudes podem ajudar o motorista a economizar e reduzir o consumo de combustível sem que ele precise converter seu carro. O pneu descalibrado, por exemplo, pode aumentar o consumo do combustível em até 10%. Assim como, o uso exagerado do ar-condicionado, dirigir com o veículo desregulado, muito pesado ou com os vidros abertos, também aumentam o consumo.

Acessibilidade para deficientes


Regulada por uma lei federal, a lei de Acessibilidade que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade está em vigor desde 8 de novembro de 2000, mas a questão do direito ao acesso ainda precisa ser muito discutida e trabalhada na formação das pessoas, para que se torne efetiva.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 10% da população apresenta algum tipo de deficiência. Limitados pela incapacidade de ver, ouvir ou deslocar-se, os portadores de necessidades especiais são os que mais sofrem com a falta de cidadania de algumas pessoas.
De acordo com a lei, todos os estabelecimentos, deveriam proporcionar condições de acesso para pessoas idosas ou portadoras de deficiência ou mobilidade reduzida. No entanto, são poucos os estabelecimentos que fazem cumprir isso. Como conta o comerciante Jorge Sebastião.
Seu pai com 80 anos foi vítima de um AVC, há alguns anos, perdendo a mobilidade de um dos braços e parcialmente de uma das pernas. “Sempre que acompanho o meu pai (no carro dele que tem o adesivo de deficiente) raramente encontro uma vaga para parar de idoso ou deficiente desocupada, porque são utilizados por pessoas que não têm qualquer tipo problema” afirma Sebastião.
O comerciante também conta que geralmente quando o seu pai está com a cadeira de rodas, acaba estacionando longe, sem problemas, mas quando ele está apenas com a bengala, nada pode fazer, a não ser, ficar olhando aquele homem idoso se arrastando por um longo percurso, quase caindo e sofrendo para chegar ao seu destino.
E apesar de trágica, essa história continua a se repetir em diversas famílias do país, é o exemplo de Heloisio Ribeiro Neves que após sua filha ainda jovem sofrer uma paralisia cerebral e se tornar caderante, adaptou seu veículo Doblo para o transporte de passageiros especiais.
Hoje, sua filha está com 33 anos e não utiliza mais cadeira de rodas, mas com toda a sua compaixão continuou a transportar outras pessoas que necessitavam. “Esse carro passou a ser uma forma de ajudar o deficiente a alcançar seu objetivo, seja estudar, trabalhar ou se divertir” comenta Neves.

Há dois anos, Neves abriu sua própria empresa de traslado, a Gaivota Transporte Acessível, para atender esse público muitas vezes esquecido pelo poder público. “Essa ideia surgiu pela própria necessidade, por tratar a tantos anos com pessoas com necessidades reduzidas, mas tudo isso levou tempo para acontecer, pois não recebi nenhum incentivo”, justifica Neves.

Projeto Carona

A instituição surgiu em 1997, com o intuito de oferecer atividades de lazer para as pessoas portadoras de necessidades especiais, mas sua primeira dificuldade foi o transporte de seus clientes para as atividades promovidas pela empresa.
Com isso, a instituição criou um serviço de transporte com vans convencionais e adaptadas passamos a oferecer uma prestação de serviço de transporte, facilitando a vida do portador de necessidades especiais, assim o cliente é pego e levado para casa após o evento. São os únicos da cidade com a documentação regulamentada pela EMTU.
Atualmente a empresa atende escolas, hospitais, hotéis, casas de repouso, particulares, locadoras de veículos e agências de eventos. O projeto carona fica na Travessa Domingos Assunção, 57 – Pinheiros – São Paulo. Mais informações pelo site: www.projetocarona.com.br, ou pelos telefones 8386-6465, 3814-4162, falar com Roque José. transporte@projetocarona.com.br; recreacao@projetocarona.com.br

Adaptação do veículo
Existem empresas especializadas e homologadas para fornecer esse tipo de tecnologia. Indiferente da marca do veículo, para fazer a instalação dos dispositivos especiais, como alavancas de aceleração e frenagem na parte lateral do volante, após o cliente comprar o carro, ele é enviado para estas oficinas onde são adaptados.
No entanto, somente 20% dos portadores de algum tipo de deficiência física precisam de adaptações mais específicas, como acelerador e freio manuais. “Dos veículos vendidos com isenção para deficientes 80% possuem apenas direção hidráulica e câmbio automático”, comenta o supervisor de vendas especiais, Ricardo Rodrigues da Silva.


Normas para o estacionamento
Um dos fundadores do site www.DeficientesOnline.com.br, Cláudio Tavares, conhece bem a realidade destas pessoas e fala sobre os problemas enfrentados no dia-a-dia por quem procura um local adequado para estacionar. “O complicado é quando o estabelecimento não cumpri com as Normas da ABNT. A vaga precisa estar em um local estratégico e ser maior do que o convencionar para que o deficiente possa tirar a sua cadeira de dentro carro”.
Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas, as vagas de estacionamento devem ser devidamente sinalizadas, com o símbolo internacional de acesso, conter espaço adicional para circulação da cadeira de rodas, de aproximadamente 1,20m de largura, ter o piso nivelado e ficarem o mais próximo possível do acesso, garantindo que o caminho a ser percorrido pela pessoa portadora de deficiência seja o menor possível e livre de barreiras e obstáculos.
Além das normas da ABNT, o Conselho Nacional de Transito (Contran) também estabelece três critérios para o estacionamento preferencial de idosos e deficientes. A primeira trata da obrigatoriedade de forma genérica; a segunda diz respeito a padronização de vagas para pessoas idosas, na proporção de 5% do total disponível; e a terceira resolução trata da acessibilidade e determina 2% das vagas de estacionamento para deficientes e pessoas com dificuldade de locomoção.
Cláudio Tavares acredita que os próprios estabelecimentos deveriam ser responsáveis por fiscalizar os motoristas para não parem nas vagas preferenciais. “Já vi situações onde o estabelecimento coloca um cone ou um carrinho na vaga para que outros motoristas não utilizem, no entanto, quando o portador de deficiência precisar utilizar a vaga, ele fará o que; sair do carro para tirar o obstáculo?” ironiza.

Zona Azul
As pessoas acima de 65 anos ou que apresentam algum tipo de deficiência física tem prioridade sobre qualquer vaga do sistema de estacionamento rotativo. No entanto, não basta possuir um adesivo colado no pára-brisas, no município, o portador de deficiência precisa de um cadastro junto a prefeitura para utilizar o espaço.
O Cartão Defis é emitido pela prefeitura e pelo Detran com extremo rigor apenas para pessoas que o necessitam. Porém, não precisaríamos disso se os órgãos responsáveis pelo trânsito na capital endurecessem o jogo com os motoristas que estacionam em locais próprios para deficientes e idosos.
É uma coisa de cultural. Não existe uma instrução para as pessoas que não são apenas os caderantes que são deficientes, existem diversas formas de deficiência e não se pode criar um manual para tratar com a diversidade. A própria educação das pessoas para tratar o deficiente deveria ser repensada e tratá-los como nossos irmãos.