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Zona Azul passará a custar R$ 3 por hora

CET deverá reajustar o preço a partir de julho


Os pontos de estacionamento rotativo implantados em São Paulo desde 1976, conhecidos como Zona Azul, ficarão mais caros a partir do próximo mês. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), durante oito anos a folha de estacionamento foi comercializada pelo valor de R$ 1,80 e o reajuste proposto é inferior à inflação média do período.

O aumento de 67% foi calculado com base nos índices IPC-FIPE, INPC-IBGE e IGPM-FGV, medidos entre junho de 2001 e janeiro de 2009. Segundo a CET, o reajuste ficará abaixo da inflação média desse período.

O motorista ainda poderá economizar comprando o talão completo com dez folhas pelo valor de R$ 28,00. Dessa forma, o paulistano poderá economizar até 9,3% se comparado à compra das folhas avulsas.

Outra forma de economizar é comprando as folhas antecipadamente. A CET informa que as folhas de Zona Azul compradas antes do repasse continuarão a valer mesmo depois da data de aumento e os comerciantes que ainda tiverem os talões antigos terão que vendê-los com os valores de capa.

A comercialização de talões de Zona Azul é feita em 3.700 pontos oficiais de venda, entre eles a rede Drogaria São Paulo, Supermercados Pão de Açúcar, Postos da SPTrans, Agências dos Correios, casas lotéricas, além de bancas de jornal, bares e lanchonetes cadastrados pela CET. A lista com todos os endereços dos postos credenciados pela CET pode ser obtida no site www.cetsp.com.br. O usuário também pode adquirir os tradicionais talões através do site www.zonaazulemcasa.com.br e recebê-los em sua casa, sem pagar nenhuma taxa de entrega.

Mudanças na Zona Azul
Atualmente, existem cerca de 33 mil vagas de Zona Azul espalhadas pela cidade. A maioria delas está no chamado Centro Expandido. No entanto, a Secretaria Municipal de Transportes (SMT) e a CET pretendem aumentar o número de vagas na área da 25 de março e arredores, para estimular a rotatividade e diminuir o trânsito na região.

A área próxima ao Mercado Municipal tem suas características próprias devido ao forte apelo popular do seu comércio e pelos congestionamentos gerados pela concentração de veículos e de pedestres. Para a Secretaria de Transportes os principais gargalos estão localizados na Rua 25 de Março e nas avenidas do Estado, Cantareira e Senador Queiróz. “Estas vias apresentam condições mais graves de tráfego, especialmente em épocas festivas, como Natal, dia das Mães e dia dos Pais”, afirma em nota o departamento de comunicação da CET.

A solução pode ser a criação de 160 novas vagas comuns de Zona Azul para absorver o aumento da demanda da região, que passa a contar com 520 vagas desse tipo. Além disso, está prevista a criação de 100 vagas para motocicletas com o objetivo de atender à grande demanda na região e garantir que as motos tenham onde parar sem interferir no trânsito.

A região ainda tem algumas peculiaridades como o furto e a depredação da sinalização de trânsito. Portanto, as mudanças não só visam melhorar o fluxo de trânsito e aumentar a segurança dos pedestres, mas também objetivam coibir a ação de vândalos e ladrões.

INSPEÇÃO DE SEGURANÇA GRATUITA

Programa da CET orienta os motoristas sobre a necessidade da manutenção preventiva do veículo
Diariamente, cerca de 700 veículos quebram ou se envolvem em acidentes na cidade. Estes veículos interrompem o fluxo do trânsito e geram lentidão. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), um veículo quebrado em uma via de grande movimento, durante 15 minutos, provoca um congestionamento de até 3 km de extensão. Com o objetivo reduzir o número de carros quebrados nas ruas de São Paulo, a CET está promovendo a Semana de Inspeção de Segurança.

Ao contrário da Inspeção Ambiental, a campanha é totalmente voluntária e possui um caráter educativo, para conscientizar os motoristas quanto à importância da manutenção preventiva, evitando que o carro pare na rua por causa de algum defeito mecânico, ou, algo pior, que o condutor se envolva em algum acidente devido à falha de algum componente do veículo.

O engenheiro, Nilton Tadeu Durães, explica que um simples amortecedor desgastado pode ocasionar perda no controle de direção e prejudica consideravelmente a frenagem. “Um veículo a 60 km/h, com amortecedores em más condições de uso, pode aumentar a distância de frenagem em dois metros, além de perder facilmente o controle em curvas e deixar o veículo sujeito a aquaplanagem”, conclui Durães.

Além disso, manter o veículo em ordem é mais econômico, o carro apresenta melhor desempenho e rendimento quando está regulado e também evita ser pego de surpresa, como foi o caso do propagandista, Eduardo Tadeu Arndt. (?)

Por não se preocupar com a manutenção do veículo, Eduardo pagou caro. Descendo para Santos, a correia dentada do carro arrebentou e teve que pagar por um guincho, pela peça e ainda pelo serviço do mecânico. “Aprendi a lição do modo mais duro. No bolso! Hoje não cometo o mesmo erro, a cada dez mil quilômetros eu faço uma revisão preventiva” argumenta.

O programa da CET é voluntário, gratuito e não leva mais do que 30 minutos. Ao termino da inspeção, o proprietário recebe um relatório com os itens que devem ser consertados em um mecânico de preferência.

A inspeção é feita por técnicos especializados e segue as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). São inspecionados mais de 70 itens de segurança do veículo, tais como: freios, direção, iluminação, suspensão, embreagem, equipamentos obrigatórios, sinalização, motor e sistemas complementares.

Os motoristas interessados em participar, devem agendar uma data para o atendimento, entre os dias 15 e 19 de junho, através do telefone (11)3871-8750. Os horários disponíveis são das 9h às 12h e das 13h30 às 17h. A vistoria é feita na Estação de Inspeção Veicular da CET, na Avenida Marquês de São Vicente, 2.154, Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. Mais informações sobre a Inspeção de Segurança Automotiva também podem ser obtidas nos sites: http://www.controlar.com.br/ e http://www.cetsp.com.br/.

O caminho do combustível

Como identificar e denunciar os postos que vendem combustíveis adulterados.


A melhor forma de proteger o seu bolso e o seu carro de combustíveis adulterados é sabendo a origem do combustível. O motorista não deve se sentir envergonhado de perguntar ao frentista qual a procedência do combustível. Afinal, assim como ele, o posto também é um comprador do distribuidor, o distribuidor da refinaria, e assim por diante.

O petróleo extraído da terra serve de matéria-prima para diversos produtos como pneus, parafinas, borrachas, fósforos, chicletes, filmes fotográficos, polímeros plásticos e até mesmo medicamentos. Em uma refinaria, sobre temperaturas que variam de 40º a 200º graus Celsius, esse liquido escuro e viscoso também se transforma em combustível e fontes.

No Brasil, a Petrobras tem exclusividade tanto para a extração quanto para o refino desse material. A estatal brasileira transforma a matéria bruta em gasolina, diesel, querosene, gás de cozinha, óleo combustível e lubrificante, parafina e diversos compostos químicos que são matérias-primas para as indústrias de tintas, ceras, vernizes, resinas, extração de óleos e gorduras vegetais.

A gasolina que sai das refinarias é chamada de Gasolina “A”, pois não tem nenhum tipo de solvente. Quando o produto é bombeado para os distribuidores responsáveis pela infra-estrutura e logística de entrega - a gasolina recebe o Álcool Anidro. Atualmente, o percentual obrigatório de álcool na gasolina é de 25% e a margem de erro admissível é de mais ou menos 1%.

Quando o produto chega aos postos para a comercialização, a gasolina já está diluída, tornando-se uma gasolina do tipo “C”. Quem estipula a quantidade de álcool que a gasolina deve receber e fiscalizar todo esse processo é a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Somente no ano passado, das 19.550 ações de fiscalização da Agência, 4.903 foram realizadas no Estado de São Paulo. As fiscalizações realizadas no estado resultaram na emissão de 1.458 autos de infração, sendo 412 por problemas de qualidade nos combustíveis, das quais 200 resultaram na interdição dos postos.

A intenção da ANP é passar em todos os postos da capital em no máximo 6 meses. Segundo o Chefe da fiscalização da ANP em São Paulo, Alcides Araújo dos Santos, a maior dificuldade em realizar esse trabalho se dá pelo baixo número de agentes.

Hoje a agência conta com 85 fiscais para inspecionar as 183 distribuidoras e cerca de 34.300 postos no País. Em São Paulo, são 14 funcionários para atender a quase 18.000 postos, o que torna a fiscalização ineficiente.

Para solucionar este problema, a ANP se uniu a outros 9 órgãos públicos para diminuir o intervalo entre uma vistoria e outra. “Por isso os convênios são importantes. Recentemente capacitamos 15 agentes da prefeitura para atuarem como fiscais, inclusive, com poder de policia para autuar o posto se preciso” comenta o Alcides.

O resultado desses convênios, por exemplo, é a fiscalização feita por universidades que se encarregam de coletar amostras de combustíveis de diversos postos e seus alunos realizam os testes para averiguar a qualidade; depois a universidade envia os relatórios para a ANP. Assim é possível monitorar com mais freqüência o produto comercializado.

Para o vice-presidente Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Roberto Fregonese, essa fiscalização ainda é ineficaz. “O que atrapalha é a forma como tem sido feita essa fiscalização. Os postos compram com muita rotatividade, até pela falta de capital de giro, recebem do distribuidor novos produtos quase todos os dias e, às vezes, esse relatório leva de dois a três dias para chegar até a ANP. Então, quando o fiscal vai aos postos, não é possível flagrar o proprietário vendendo combustível adulterado”.

Adulteração
O combustível adulterado é aquele que não obedce às especificações legais, ou seja, que possui mais álcool ou mais solventes do que o permitido por lei.

Segundo a ANP, “adulteração é a mistura de qualquer substância diferente ou acima das especificações permitidas, originando um produto de qualidade inferior”. Os produtos utilizados na adulteração podem ser variados, como água para o álcool e o álcool para a gasolina.

Esses solventes já fazem parte de suas composições, mas, em excesso, diluem o combustível, diminuindo sua eficiência e causando danos ao motor.

Em todas as etapas do processo de fabricação do combustível existe manipulações do produto, no entanto, na etapa final, a concorrência por preços baixos incentiva a adição de produtos químicos mais baratos, para aumentar a rentabilidade.

Fregonese confirma que de 8% a 10% dos postos vendem produtos fora dos conformes. “A maior incidência de adulteração de produtos é nas metrópoles, onde existe a guerra pelo preço baixo”, comenta. Existe um ranking da ANP que classifica as regiões com maior incidência de adulteração.
São Paulo está em primeiro lugar, seguido de Osasco e em terceiro lugar a região do ABC. “Chega um momento em que a competitividade por preços leva o revendedor para a clandestinidade. É uma condição de subsistência”, comenta Fregonese.

E ao contrario do que se imagina muito raramente o combustível é adulterado no posto. Em quase todos os casos, as adulterações são feitas ainda nos distribuidores. “É quase inviável fazer uma adulteração no posto de gasolina. O produto já vem com a mistura pronta; entretanto, nada é feito sem a conivência do revendedor”, afirma o vice-presidente da Fecombustíveis.

Exija o teste
Em caso de suspeita da qualidade do combustível, solicite um teste de proveta. “Todos os postos são obrigados a fazer o teste quando solicitado pelos consumidores” comenta o chefe de fiscalização da ANP.
No teste, que leva cerca de 10 minutos para ser realizado, é possível identificar o teor exato de diluentes que existe no combustível. O teste pode ser feito com um densímetro ou simplesmente adicionando água à gasolina. A gasolina de tom amarelado ficará na parte de cima do frasco e a água e o álcool, de tom transparente, na parte inferior. A mistura transparente, na qual se encontra o álcool e a água, deve atingir 62,5ml dentro do medidor.


No caso do álcool, são observados os mesmos itens. Já no caso do diesel, checam-se o aspecto visual, massa específica e cor. Caso sejam encontradas irregularidades, os postos poderão ser advertidos, autuados ou mesmo terem suas bombas lacradas até que seja regularizado, neste último caso, devendo passar por uma nova verificação.



O Procon alerta aos consumidores para terem cuidado na hora de abastecer, pois o maior prejudicado é o proprietário do veículo que terá de arcar com os prejuízos no mecânico.

A conta do mecânico
O barato saiu caro, e agora? Abastecer pelo mais barato não é tão vantajoso, já que à longo prazo os prejuízos para o veículo começam a aparecer. O primeiro sinal é a diminuição do desempenho que, conseqüentemente, leva a um maior consumo de combustível.
O uso freqüente de combustível adulterado pode causar vários defeitos no motor. “A água no álcool não queima e tira a lubrificação do motor podendo, a longo prazo, oxidá-lo e resultar em defeitos nos bicos e injeção.

A queima de gasolina adulterada, ainda causa acúmulo de resíduos na parte interna do motor e estes resíduos ocupam o espaço de movimentação das peças móveis do motor, dificultando a articulação dessas peças. “Os veículos a gasolina costumam apresentar mais defeitos, já que os solventes se tornam resíduos e vão para o cárter do motor, transformando o óleo em uma graxa”, explica o preparador de veículos Eduardo Keller, da oficina Keller Mecânica de Automóveis.

Por isso, esteja sempre atento com os períodos de troca de óleo do veículo. “Quando trocar o óleo, perceberá que o óleo do carro a álcool sai fino e claro, enquanto que o do veículo a gasolina com um tom escuro, são os resíduos do combustível que ficam no motor”, comenta o mecânico.

Marivaldo Moraes, proprietário de um posto de gasolina na região do ABC, sugere que o consumidor esteja sempre atento: “escolha um ou dois postos e procure sempre abastecer neles”. Dessa forma, o motorista pode monitorar a qualidade do combustível de acordo com a quilometragem por litro que o veículo faz. É notável a diminuição do rendimento do veículo quando abastecido com um produto não conforme”.

Se seu veículo for danificado por combustível adulterado, dirija-se ao Procon ou outros órgãos de defesa do consumidor com a nota fiscal do abastecimento e o laudo mecânico que comprovou o dano, a fim de receber orientação sobre as ações a serem tomadas.

Dicas Seguindo as dicas abaixo você abastece seu carro com mais segurança:

  • Procure sempre abastecer no mesmo posto, exigindo a nota fiscal. Assim, você pode garantir o conhecimento da origem do combustível.

  • Verifique se a bandeira e a marca da distribuidora correspondem ao caminhão que abastece o posto.

  • Verifique se no posto existe a placa da ANP com o telefone da Central de Atendimento ao Consumidor.

  • Se há suspeita de adulteração, denuncie na Central de Atendimento da ANP (0800-970-0267). Ao efetuar a denúncia informe o CNPJ e razão social do posto (que constam na Notal Fiscal), endereço, distribuidora e a descrição do ocorrido.

CONHEÇA AS DIFERENÇAS ENTRE FINANCIAMENTO, LEASING E CONSÓRCIOS

Saiba escolher a melhor opção na hora de adquirir de um veículo

Se você está pensando em comprar um carro novo, deve estar se deparando com uma diversidade de ofertas, com entradas variáveis, prazos flexíveis e, inclusive, oportunidade de fazer um financiamento, leasing ou consórcio, mas como saber qual escolher?
De forma simples e direta, a diferença entre eles é que no leasing o carro fica em nome do Banco até ser quitado. A vantagem é que não possui taxas como IOF, o que torna está modalidade de crédito mais barata que o financiamento.
Logo, o financiamento possibilita o consumidor adquirir o bem em seu nome, mas possui taxas variadas e ao termino do contrato podem chegar até ao dobro do valor financiado.
Já o consórcio é um plano de compra planejado, a pessoa vai entrar em um grupo e só terá o valor para compra quando for sorteado. Porém, ao invés de juros, possui um plano de rendimento.
Mesmo assim as pessoas ainda preferem o imediatismo. Mais da metade das compras de carros nos primeiros três meses do ano foi feita a prazo. É o que revela a recente pesquisa da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras). O saldo de leasing e CDC (Crédito Direto ao Consumidor) cresceu em 21,5% na aquisição de automóveis por pessoas físicas. Isso porque, desde o início do ano, as taxas de juros nos financiamentos de veículos vêem caindo, 7% em média, facilitando as condições de crédito.
Existem vantagens e desvantagens em todas as condições. A melhor coisa para o consumidor se proteger é fazer uso consciente dos financiamentos, pesquisando as condições do mercado e preferindo comprar à vista ou com uma boa entrada.